A Terapia Benenzon cria condições para que crianças, jovens ou adultos possam expressar-se livremente, reconhecendo-se e abrindo-se à relação com o outro ou outros. O autoconhecimento produz harmonia interior e permite melhorar a comunicação e o relacionamento interpessoal.
Este modelo de terapia distingue-se da musicoterapia, porque não utiliza apenas o som ou a música, recorrendo a outros códigos não–verbais que integram silêncios e pausas, odores, temperaturas, texturas, sabores, movimentos, densidades, formas e cores, entre outros.
Numa sessão de terapia Benenzon, comunica-se sem o uso da palavra, recorrendo apenas aos mediadores – instrumentos musicais ou outros, que fazem parte da identidade sensorial de cada um. No contexto escolar, esta terapia permite que todos aqueles que têm mais dificuldades de comunicação ou integração possam estar num lugar diferente, onde é possível comunicar de uma outra forma. É como sair da escola dentro da escola.
Numa iniciativa do LIPCIC, o professor Norberto Faria apresentou a um grupo de docentes e colegas da Direção o projeto de comunicação não-verbal que desenvolve semanalmente com os alunos, seguindo o Modelo Benenzon. Os presentes tiveram ainda a oportunidade de participar numa experiência, através da qual puderam ter um breve vislumbre do que efetivamente acontece numa sessão desta terapia.
No final, cada um resumiu apenas numa palavra o que sentiu: relaxar, espanto, recordar, criança, brincar, explorar, contemplar e alegria.
Pelo Ateliê da Terapia Não-Verbal
Prof. Norberto Faria